A época dos patriarcas, que exemplificam as origens do povo judeu, tem sido calculada entre 2.200 e 1.300 a.C. E as narrativas patriarcais encontram-se no livro de Gênesis da Bíblia Sagrada, capítulos 12 a 50 e descrevem a saída de Abraão da cidade de Ur, para Harã ao norte da Mesopotâmia e a migração para Canaã, a terra conhecida hoje como Israel.
Patriarca em grego significa cabeça de uma tribo ou família. O termo está relacionado às tradições antigas, pré-israelitas que na narrativa histórica demonstram habitualmente Abraão, Isaque e Jacó, como os patriarcas da primeira religião monoteísta. Formando assim o primeiro capítulo da grande história teológica das origens do judaísmo.
O historiador Hans Borger usa a palavra revoltado, quando cita o episódio em que Abraão, chamado naquele momento de Abrão, arrebenta todos os ídolos que havia na casa de seu pai, sem temer que eles revidassem, eram pau e pedra não podiam ser os criadores dos céus, da terra e da vida. Este pensamento de Abrão era diferenciado do pensamento comum na antiguidade, onde os homens eram dados a mitologia. Abrão estava em busca de um Deus diferente daqueles modelos politeístas mesopotâmicos. Ele também não se viu como o “deus Abrão”, se divinizando pela eleição, mas o eleito a um relacionamento pessoal com um Deus de promessas. A eleição, a aliança e a promessa de Deus transformam Abrão em Abraão, o pai de uma grande nação.
Os patriarcas a seguir descendentes de Abraão, foram: Isaque e Jacó. Sendo o primeiro dessa descendência, Isaque filho de Abraão com Sara. As descrições sobre Isaque são relevantes porque demonstram a não utilização de sacrifícios humanos na primeira religião monoteísta. Sacrificar humanos era pratica religiosa comum na antiguidade. Conforme relatos bíblicos isso ocorre na terra de Moriá, mesmo Deus pondo a prova Abraão e pedindo seu filho, no último minuto proveu um animal para o sacrifício. Isaque casou-se com Rebeca e tiveram dois filhos gêmeos Esaú e Jacó.
O terceiro patriarca que por direito de primogenitura seria Esaú, trocou esse direito e por um apoderamento insólito, Jacó tornou-se o terceiro patriarca.